.: Justine Dell arrua

domingo, 22 de maio de 2011

Justine Dell arrua

 você entra, sai ,reinventa ,faz-se necessário sobre o tempo ,derrama ,arruma, desarruma e segue.
vai ao extremo ,obriga-se a uma lucidez que não lhe convém ,abre os olhos só para não ver.
descreve o indiscritivel ,descobre que não foi dessa vez .
joga tinta branca  na tela e recomeça do antes , não pensa ,sente e descobre algumas lacunas não preenchidas .
torce que que agora a  linha ténue não desapareça...
não sabemos exatamente onde esta constatação nos levara,por uns minutos umas boas ideias lhe surgem a cabeça ,como imagens, você as retém por dias, e foram  os ditos minutos que as fizeram.
elas só fazem atormentar, não são controláveis ,quase as  controlam ,pudera! essas imagens selvagens serem controladas,as engane e use- as ao seu favor...enganaria a uma criança por um punhado de nada ..assim são essas.usa-las é preciso pra quem as carregam, e aos que as vêem ,esses são a maioria ,não fazem ideia das origens das mesmas ,e só bem fará aos mesmo que as contemplam...esse é o grande dilema do pintor [Raimundo de Oliveira era o mestre dessas imagens ,nas obras mais felizes a triztesa era quase absoluta e nas tristes provavelmente nas entre linhas havia felicidade.
introspectivas ou não ,o desejo de libertá-las sempre será paradoxal,viver com elas é assumir suas fraquezas existências.

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