Hoje observo calado as dores e de sabores alheios.
Na minha imagição, sem a conhecer de perto ,sinto sua dor.
não dor do espinho enfincado na carne,a dor da vaga lembrança que um dia fui vitimado.
Foram alguns meses,não me recordo ao certo,senti o gosto
da morte, a desejei como nunca havia desejado nada, era a
intensa vontade que a dor d'alma logo passasse.
desejava a morte do mal que, a suposta vítima me lançara.
Os dias intermináveis,as noites em claro,tudo era era dor.
A desabafar com uma amiga,falei que entendia os "passionais"(não aceito)mas entendia...
Eu estava perto desta loucura sem volta...
Acredito hoje que a flagelação pessoal , alimentou esse mostro
que sentia dentro da minha mente,quase incontrolável.
Resistia a todo tipo de humilhação,calado,já sufocado, buscando
um pouco de lucidez;começo a ler,dezenas de casos,parecidos com o meu,
Foi onde comprovei que não estava sozinho,porém não admitia ,que estava doente.
sozinho n'uma manhã qualquer, acordei curado....
meses depois volto a falar disso!e com a certeza que jamais seria um passional desses da vida.
O tempo ,as ocupações dos espaços,são grandes refúgios pra doença d'alma...
A receita da cura..doses
diárias de ocupação...
cada organismo tem suas tolerâncias
pra uns pode demorar mais,pra outros menos.
O certo que em um belo dia a dor
desaparece...
fato de quem usou e abusou desta receita.
e nunca mas fiquei doente.
e nunca mas fiquei doente.
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